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Um ano após o terremoto, milhares de crianças ainda sofrem no Haiti, diz UNICEF

Um ano após o terremoto devastador ter atingido o Haiti, em 12 de janeiro de 2010, mais de um milhão de pessoas – dentre elas, 380 mil crianças – ainda vivem em campos lotados, afirma o relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) intitulado “Crianças no Haiti: Um ano depois – o longo caminho do alívio para a recuperação”, lançado na última sexta-feira, 7 de janeiro.

Missão da ONU no Haiti lembra morte de funcionários no aniversário de um ano do terremoto. Flores são colocadas no monumento dedicado aos 102 membros da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) que morreram no terremoto que devastou o país, em janeiro de 2010. O monumento foi inaugurado no dia 12 de janeiro de 2011 pela MINUSTAH na capital, Porto Príncipe, como parte das comemorações do aniversário de um ano do terremoto. Foto: ONU/Logan Abassi.

Missão da ONU no Haiti lembra morte de funcionários no aniversário de um ano do terremoto. Flores são colocadas no monumento dedicado aos 102 membros da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH) que morreram no terremoto que devastou o país, em janeiro de 2010. O monumento foi inaugurado no dia 12 de janeiro de 2011 pela MINUSTAH na capital, Porto Príncipe, como parte das comemorações do aniversário de um ano do terremoto. Foto: ONU/Logan Abassi.

A Representante da UNICEF no Haiti, Françoise Gruloos-Ackermans disse que apesar dos avanços, o processo de recuperação ainda está no começo. Após o terremoto, o UNICEF, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e parceiros conduziram campanhas de emergência para imunizar crianças contra doenças como pólio, difteria e sarampo.

Desde a eclosão da epidemia de cólera em outubro, o UNICEF já forneceu mais de 10 toneladas de cloro e 45 milhões de pastilhas de purificação de água, garantindo acesso à água potável na capital, Porto Príncipe. O Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) alertou que a epidemia ameaça 2,2 milhões de crianças em idade escolar devido à falta de água limpa e condições sanitárias das escolas.

Cerca de quatro milhões de crianças do país mais pobre do Hemisfério Ocidental continuam sofrendo com a falta de acesso à água, saneamento, educação e de proteção a doenças, exploração e condições insalubres. O Programa Mundial de Alimentos (PMA) está ajudando milhares de pessoas através de programas de apoio como o fornecimento de merenda escolar, além dos programas de nutrição e de trabalho remunerado.

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